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Sistema de trabalho

O sistema de trabalho transforma intenção em unidades rastreáveis sem confundir planejamento com capability design.

Sinal ou Demanda
→ Projeto
→ Épico
→ Work Package
→ Workflow
→ Task
→ Artefato/Evidência
→ Gate
→ Estado
→ Resultado

Delimita transformação, owner, stakeholders, estado atual, estado-alvo, restrições e modelo de governança. Um projeto pode conter vários épicos e usar capabilities compartilhadas.

Um Épico contrata um resultado material que muda o estado do projeto. Deve declarar:

  • propósito;
  • estado de entrada e saída;
  • owner accountable;
  • inputs e outputs;
  • work packages;
  • capabilities requeridas;
  • assurance domains;
  • gate e blockers.

Agrupa trabalho que pode ser planejado, executado e aceito coerentemente. Pode ser realizado por humanos, agentes ou ambos. Não substitui o épico; reduz sua complexidade operacional.

Workflow coordena sequência, roteamento e decisões. Task é unidade granular. Tasks podem compor skills reutilizáveis; skills podem ser executadas por diferentes papéis ou agentes.

Um artefato é um registro persistente. Ele se torna evidência quando sustenta um claim, critério ou estado e possui proveniência, owner, limitações e admissibilidade. Um documento completo pode ser artefato fraco como evidência.

Gate avalia suficiência para transição. Estado é a condição alcançada. Gate não é aprovação genérica de documento; é decisão sobre mudança de estado.

A capability não pertence hierarquicamente ao épico. O épico declara necessidade; o resolver seleciona release existente, configuração, integração, construção ou deferimento. Essa separação permite reutilização e engenharia econômica.

Toda execução deve permitir responder:

por que este trabalho existe?
qual épico o contratou?
que evidência sustentou a passagem?
quem autorizou?
que capability e versão foram usadas?
qual resultado ocorreu?