Pular para o conteúdo

Lifecycle A-D-A-P-T

O lifecycle A-D-A-P-T descreve progressão baseada em evidência. Uma fase não termina porque uma agenda foi concluída; termina quando o estado de saída está suficientemente sustentado.

Pergunta: o que está acontecendo e qual é o próximo movimento defensável?

Entradas podem ser sinais, demandas, incidentes, documentos, dados, hipóteses ou operações existentes. Assess delimita escopo, stakeholders, materialidade, incertezas, capacidades atuais, riscos, economics e lacunas. Sua saída não é um diagnóstico amplo, mas um Next Best Move ratificado.

Principais falhas: confundir ausência de evidência com ausência de problema; começar por tecnologia; presumir decisão já formada; produzir relatório sem movimento.

Pergunta: qual resultado, experiência, autoridade e trabalho devem ser contratados?

Design transforma a conclusão de Assess em um contrato executável: propósito, usuários, outcomes, critérios, limites, responsabilidades, hipóteses e trabalho. No Build, produz capability contract e product epic. No Operate, pode produzir Journey Charter, Design Mandate ou Decision Contract.

Principais falhas: requisitos sem owner; outcomes não observáveis; escopo sem condições de parada; autonomia sem materialidade.

Pergunta: que estrutura sociotécnica e tecnológica pode realizar o contrato?

Architect define viewpoints, componentes, relações, interfaces, dados, semântica, papéis, agentes, workflows, tools, policies, observabilidade, security, FinOps e deployment. Também produz Bill of Capabilities e decisões de reuse/configure/integrate/build.

Principais falhas: arquitetura apenas técnica; falta de operabilidade; ausência de lineage; decisões de fornecedor incorporadas ao Core.

Pergunta: que evidência é suficiente para permitir passagem?

Prove implementa ou configura o necessário, executa testes, evals, simulações, shadow, red-team, verificação de policies, performance, custo e comportamento. A saída é um Gate Packet, não uma declaração de que “funcionou”.

Principais falhas: testar apenas happy path; agente avaliar a si mesmo; aceitar falha crítica por pressão de prazo; confundir demo com prova.

Pergunta: como ativar, transferir, observar e governar o sistema ao longo do tempo?

A fase inclui ativação, handoff, treinamento, runbooks, SLOs, incidentes, drift, budgets, outcome measurement, aprendizagem, expansão, reforma e retirada. “Transfer” não significa encerrar relação; significa transferir capacidade e autoridade de forma explícita. “Track” mantém observabilidade e assurance.

As funções Govern, Map, Measure e Manage são transversais. O ADAPT não declara mapeamento um-para-um entre essas funções e fases. Assess, por exemplo, pode usar Map e Govern; Prove usa Measure e Manage; Transfer & Track usa Manage, Measure e Govern.

O lifecycle é progressivo, mas não irreversível. Um Gate pode retornar o trabalho à fase onde a falha se originou. Patching na fase errada preserva defeito estrutural.